terça-feira, abril 19, 2005

TENHO UM BLOG
----- Original Message -----
From: "rita nascimento"
Sent: Monday, April 18, 2005 11:11 PM
Subject: Tenho um blog!

"Depois de alguns pedidos decidi criar este blog, que para quem não sabe é como um diário.

Desta maneira posso ir contando as minhas aventuras por terras de "nuestros hermanos" sem vos encher as caixas de correio com mails gigantescos.

Ainda estou a tentar perceber como funciona isto, mas dentro de poco vai estar totalmente operacional e podem vir cuscar a minha vida sempre que vos apetecer (a minha mãe vai adorar, tenho a certeza)!

Hoje deixo-vos com uma FOTO minha vestida de "gitana".

Beijinhos para todos e espero que gostem da ideia!"

Este é o primeiro artigo do meu blog, que é um diário digital. Ainda é bébe, só tem 3 dias, mas já o podem visitar, ver as novas fotos e deixar comentários!

Ponham a página nos vossos favoritos (Ana Maria pede ajuda para fazer isto) e dêem uma espreitadela de vez em quando.

A morada é: http://eueasminhascoisas.blogs.sapo.pt/

Besitos,
Rita

comente

LEITURAS RECOMENDADAS:
Crónica de uma estada no Gabão

SITES RECOMENDADOS:
APAI - Associação Portuguesa de Aprendizagem Intercultural

OUTROS BLOG's: PTbloggers


quarta-feira, junho 09, 2004

Um ano nos Estados Unidos, por Leonor Coutinho


----- Original Message -----
From: Leonor Coutinho
To: Nilufar Ismail
Sent: Wednesday, May 05, 2004 2:03 AM
Subject: Um ano nos Estados Unidos

Ola Nilufar,

Bem, o meu desejo de sempre foi vir para os Estados Unidos, ver e viver como os americanos vivem, e quando soube do programa que a proporcionavam a jovens nao hesitei em experimentar.

A 17 de Abril de 2000 foi a minha chegada aqui nos Estados Unidos, tive os tres ou cinco primeiros dias no Holiday Inn em Stamford, Connecticut, perto de Nova Iorque.

Foi interessante, mas acho que o que aprendi mais nesse workshop foi: "DO NOT SHAKE THE BABY!". Frase que repetiam a toda a hora para que nao cometessemos esse grave erro, mas pelo menos saimos do workshop com a nocao de que ha coisas que podemos fazer, mesmo sem querer, e ter consequencias graves.

A seguir fui para New Hope, Pennsylvania, onde a minha host-family mora.

Infelizmente nao deu certo. Pois nao havia comunicacao suficiente, e eu sou uma pessoa que me tenho que dar bem com as pessoas que vivo, e alem disso saber que posso conversar avontade, mas nao foi o caso.

Daí optamos por trocar, e foi uma decisao mutua, tanto a familia como eu tinhamos esse mesmo desejo, e dai tudo foi resolvido a bem.

Um mes depois, a 17 de Maio desse mesmo ano, fui entao para uma nova familia em West Caldwell, New Jersey, fica a 25 minutos de Nova Iorque. E desde o inicio que nos demos muito bem, por conseguinte, tudo correu muito melhor.

Eu tive uma familia com duas criancas, uma rapariga de 10 anos, e um rapaz de 7 anos.

Foi bastante facil a adaptacao, tudo correu para melhor.

Conheci outras Aupairs, atraves de meetings que de vez em quando tinhamos.

Eu e as minhas novas amigas visitamos museus, fomos a Broadway shows, fomos ate Boston, e muitas outras coisas, pois tentamos fazer de tudo para que a estadia aqui nos Estados Unidos fosse bem sucessida, tanto em termos de trabalho como lazer.

E como estavamos perto de Nova Iorque, iamos muitas vezes la, ao Centarl Park, a museus, a broadway, a China Town, passamos tambem o ano no Times Square, foi bastante interessante e divertido.

No final do programa eu e a minha amiga fomos a California, onde paramos em Las Vegas, Grand Canyon, Santa Barbara, Santa Monica, Los Angeles, e por ultimo San Fransisco. Foi espectacular!

Esse ano fiz bastante coisas e conheci muitas pessoas.

Simplesmente adorei que quando chegou a hora de vir embora nao quis voltar, pois tratei de papeis e mais papeis para poder ficar ca. E continuo ca nos Estados Unidos, estou a estudar, a tirar o curso de professora primaria, e alem de mais ainda vivo com a familia que trabalhei como Aupair.

A host-family foi desde o inicio como a minha familia, demo-nos muito bem ate hoje! As criancas hoje teem 14 e 11 anos, eles sao como irmaos para mim.

A opurtunidade que me foi dada ha 4 anos deu-me maiores horizontes, e que agora estou a usufruir o maximo que possa.

Por isso, agradeco desde ja a vocês por essa opurtunidade.

E as novas Aupairs, experimentem - pois nao teem nada a perder, so ganham com esta experienca.

Esta experienca involve novos conhecimentos, em termos de pais e cultura, alem disso pode ser bastante divertido.

Contudo, devem ter em consciencia de que ha dias melhores que outros - ha dias que nao sentem saudades nenhumas de Portugal, familia e amigos, e ha outros que so vos apetece voltar no proximo voo, mas nao ha que alarmar, pois esses dias hao-de passar e melhores sempre viram.

Bom, acho que vos dei uma ideia da minha estadia aqui nos Estados Unidos, espero que tenha sido de certa forma uma ajuda na vossa decisao em se inscreverem no programa, ou se nao para vos por mais anciosas por virem! Um ano passa depressa, por isso aproveitem o maximo do que vos e dado.

P.S. - Lamento por certas palavras nao terem pontuacao, pois este computador nao tem pontuacao portuguesa.

Tchau!
Love Nocas!

comente

LEITURAS RECOMENTADAS:
Crónica de uma estada no Gabão

SITES RECOMENDADOS:
APAI - Associação Portuguesa de Aprendizagem Intercultural

OUTROS BLOG's:
PTbloggers


Avalia-me!:




Um ano nos Estados Unidos, por Adriana Acurcio

----- Original Message -----
From: Adriana Acurcio
To: Nilufar Ismail
Sent: Monday, April 26, 2004 1:10 PM
Subject: Um ano nos Estados Unidos


Olá Nilufar,

Foi muito bom ter conversado consigo. Obrigada. Aqui vai o meu "testemunho":

Desde há algum tempo que queria experimentar algo de novo, contactar com novas culturas/ideias; enfim novas realidades.

Talvez toda a gente tenha essa vontade embora, tal como eu, não tivesse a
coragem de enfrentar certas barreias. No meu caso essas barreiras eram o medo
do desconhecido e os julgamentos negativos dos familiares e amigos.
Até que um dia decidi pedir informações mais pormenorizadas do programa
Aupair.

Prontamente vocês me disponibilizou todas as informações e os Estados Unidos era o país que melhor se encaixava nos meus requesitos, mas as dúvidas continuavam: um ano parecia muito tempo.

Decidi arriscar, não tinha muito a perder e tudo seria uma experiência, quer positiva quer negativa. O processo de selecção iniciou e os sonhos também.

Imaginava milhentas coisas baseadas nos filmes, livros, opiniões...

Finalmente uma família residente nos subúrbios de Dallas- Texas, telefona-me.

Disse de imediato que aceitava, sem fazer muitas perguntas. As incertezas eram muitas, mas a família pareceu-me simpática e o estado do Texas seria, sem dúvida, um sítio diferente.

No dia 2 de Setembro de 2003, sem muito experiência na vida (apesar dos meus 26 anos), lá fui eu em direcção a Nova Iorque.

Tudo era diferente, novo, emocionante.

Lá, no Workshop, conheci pessoas de todo o mundo, mas nenhuma portuguesa, excepto eu.

Como se pode imaginar a ansiedade de chegar ao Texas era imensa.

No dia da minha chegada a Dallas fui recebida pela Sarah (4 anos) e Alex (6 anos), estes
oferecendo-me flores, um bolo de chocolate e vários balões. Estava tão feliz!

Os dias foram passando, e no início as coisas não foram fáceis: tanta informação a reter, tantas advertências e além disso os miúdos perguntavam muito pela última aupair, comparando-me sempre com ela. Para eles eu era uma incompetente.

Fui sempre muito paciente e trabalhadora, tentando ganhar a confiança da minha host-family, já que estes eram um pouco formais não se manifestando muito.

Num fim-de-semana recebi um telefonema de uma aupair, que conheci na primeira "meeting".

Falta acrescentar que depois de uma semana em Dallas tive uma reunião com a "Counselour" e as outra aupairs. Estas reuniões foram mensais.

Adorei a "Counselour", uma exelente pessoa, muito compreensiva e atenciosa. Ainda hoje, depois de mais de 6 meses, tenho contacto com ela.

Continuando, a partir do telefonema da Sachiko, a tal aupair japonesa, começámos a sair quase todos os fins-de-semana. Ela já lá estava há uma semana, então ajudou-me imenso. Até na condução, pois o meu sentido de orientação deixa muito a desejar.

Tantas actividades que fizemos juntas: ir ao cinema, jantar e almçar fora, visitas a feiras, museus, parques de diversão... isto para quem pensava que no Texas não havia nada para fazer.

Em Dezembro decidimos que era altura para sairmos do Texas. Um sítio mais quente e com praias: Flórida. Eu e a Sachiko planeámos o roteiro: Miami, Key West e Disneyworld! Foi o máximo!

Os primeiros meses foram difíceis no aspecto da adaptação à família, mas a partir de Janeiro começaram a melhorar. Já conseguia usufruir das coisas com mais intensidade.. Já lidava melhor com os miúdos e a família. Fazia muitas actividades com a Sarah e o Alex.

Tivemos, até, em Fevereiro, 3 dias de neve. E a partir de Abril/ Maio quase, todos os dias, estávamos na piscina.

Em Abril, quando no Texas desabrocham as "Bluebonnets" (flor do estado), e o tempo começa a aquecer seria a altura exacta para se visitar todo o Estado.

Conhecia a Andreia através da net, Aupair portuguesa que estava em Washington DC (Nilufar deu-lhe o meu e-mail). Pensei logo: e se ela viesse ao Texas...

A Andreia concordou imediatamente e fomos até Austin, San Antonio e Corpus Christi. Foi bom contactar com uma portuguesa.

Depois em Maio foi a minha vez de ir até Washington DC, ficando alojada em casa Dos "Host Parents" da Andreia. Vivemos aventuras únicas.

O ano já quase estava no fim, agora, para além da Sachiko, surgiram mais amigos. Custava imaginar que teria de voltar a Portugal.

Foram surgindo mais umas pequenas viagens: Houston (NASA) e a New Orleans. Em Agosto, antes de voltar a Portugal fiz uma viagem de uma semana onde visitei: LA, Grand Canyon,
Las Vegas, Arizona, Parque Nacional de Yosemite e San Francisco.

Exactamente no dia 2 de Setembro (1 ano depois) voltava para Portugal. Não pude passar o 13º mês nos Estados Unidos por imposições profissionais.

Posso concluir que foi um ano cheio de emoções fortes como nunca tinha tido, sozinha tive de enfrentar os problemas, estar disponível para absorver uma nova cultura e divertir-me com os pequenos pormenores que a vida me proporcionou.

Aprendi que o mundo deve ser explorado e que nós podemos fazer a diferença.

Hoje estou mais aberta para novas propostas e não tenho tanto medo de partir à aventura, afinal nada se tem a perder.

Muitos beijinhos, o texto está um pouco grande, assim a Nilufar pode
aproveitar só algumas partes.

love,
Adriana


comente

LEITURAS RECOMENTADAS:
Crónica de uma estada no Gabão

SITES RECOMENDADOS:
APAI - Associação Portuguesa de Aprendizagem Intercultural

OUTROS BLOG's:
PTbloggers


Avalia-me!:




sexta-feira, novembro 21, 2003

Aventurem-se.... Há!!! e não deixem para amanhã o que podem fazer hoje...

----- Original Message -----
From: Vera Bento
To: apai_carta_verde-owner@yahoogrupos.com.br
Sent: Friday, November 21, 2003 10:27 AM
Subject: Carta Verde de NOVEMBRO


Para: João Silveira

Olá João!

Em primeiro lugar quero pedir as minhas desculpas, por ainda não ter respondido ao convite para o encontro, mas tenho andado muito atarefada porque o meu contrato de trabalho está a terminar... e sinceramente só me lembrei hoje quando vi o email...

De qualquel forma, agradeço a lembrança mas neste momento não me é possível comparecer ao encontro....

Quero também felicitar a APAI por todos os programas e projectos em que está
envolvida, pois acho que são muito interessantes.... e sempre que me lembro da visita a Saltilho, tenho cada vez mais vontade de participar em algo mais....

Apesar de não poder comparecer quero deixar a mensagem a todos os participantes de que o encontro e o choque com outras culturas e realidades, faz-nos crescer e aprender.... Eu cresci e aprendi, conheci outras pessoas, outras culturas outros hábitos e foi uma das melhores experiências até esta etapa da minha vida...

E isso eu tenho que agradecer a todos vocês....

Aventurem-se.... Há!!! e não deixem para amanhã o que podem fazer hoje...

Beijocas Grandes
Vera

comente

LEITURAS RECOMENTADAS:
Crónica de uma estada no Gabão

SITES RECOMENDADOS:
APAI - Associação Portuguesa de Aprendizagem Intercultural

OUTROS BLOG's:
PTbloggers


Avalia-me!:








sexta-feira, novembro 07, 2003

ERASMUS A melhor experiência da vida de estudante

Chamo-me Paula e sou uma das felizardas que teve a oportunidade de
ir estudar para fora. Sim... felizarda, é que ainda são poucos os
estudantes que partem nesta incrível experiência deixando a nossa
terra mãe. Estive a estudar um pequeno semestre na Bélgica, mais
precisamente em Liège. Era a única Portuguesa da minha universidade.
Não fiquei na Universidade de Liège, mas sim na HEC, uma
universidade privada, tal como a que frequento, a Universidade
Católica Portuguesa.

A escolha da Bélgica não foi ao acaso, obviamente que podia ter
elegido outro país no qual existisse uma universidade com protocolo
com a minha, mas acabei por ficar no coração da Europa, onde tudo é
perto.

A escolha estava feita, a decisão mais que tomada que no meu segundo
semestre do terceiro ano ia fazer as malas rumo a uma nova vivência.
Parecia-me tudo muito fácil até me tentarem cortar as asas na minha
faculdade... Na Católica, até então, só seria possível aceder ao
programa erasmus no último ano do curso e apenas no 1º
semestre...Não sou de me render facilmente...e decidi tratar do
assunto de outra maneira, contactei a faculdade na Bélgica,
intitulei-me como freemover e solicitei a autorização deles para
frequentar lá o segundo semestre. Após a confirmação da faculdade e
de todas as burocracias tratadas, fiz a proposta à direcção da
Católica, a qual não pode fazer qualquer tipo de impedimento à minha
saída. Tive pena de não ter usufruído da bolsa que seguramente teria
direito, mas também seria uma ninharia. Digo seguramente porque
tinha uma boa média e numa candidatura normal ao programa erasmus
certamente seria contemplada.

Foi no dia 22 de Janeiro que a aventura começou realmente....
Cheguei a Bruxelas e não sabia falar francês... A única coisa que me
ocorria era um bon jour e um je m'apelle Paula! Não estava a espera
de nada e ao mesmo tempo à espera de tudo. A sensação de chegar a
uma terra desconhecida e que me iria amparar nos próximos 6 meses
tanto era assustadora como verdadeiramente excitante! Não conhecia
ninguém...era tudo estranho. Já tinha estado em Bruxelas, mas apenas
como turista desatenta e inocente, tinha eu 15 anitos...Mas o meu
verdadeiro destino era Liège, aquela cidade que eu pesquisei
minuciosamente na net e da qual só conhecia o standard de liege
(futebol....).Sabe-se lá como lá consegui comprar um bilhete de
comboio rumo a liege...Num verdadeiro mix de português, francês e
inglês o senhor da bilheteira lá me entendeu e sugeriu-me até um
bilhete com 10 viagens e com uma tarifa jovem! Quase duas horas
depois, e de ter que trocar de comboio com uma casa as costas,
cheguei a liege... Primeiro impacto... Ai meu deusssssssss onde eu
me vim meter... A estação para além de mal cheirosa estava cheia de
pessoas com muito mau aspecto. O frio era aterrador... estava tudo
coberto por um manto branco...nevava intensamente e os termómetros
apontavam para os 8 graus negativos. Lá apanhei um táxi, e rumei à
Rue Wazon, nº 38...o taxista era marroquino e super curioso. Falava
um francês muito básico o que me iludiu imenso, fiquei a pensar que
afinal ainda dava uns toques no francês... Felizmente fui entretida
com esse meu pensamento, porque se fosse atenta à condução do
homenzinho tinha morrido de medo.

Chegada à genuína residência Belga... fui recebida por um americano
que estava alertado para a minha chegada. Fez as honras da casa e
encaminhou-me àquele que seria o meu refúgio nos próximos tempos, o
meu quarto..... Apresentou-me o resto dos moradores, uma espanhola
de Sevilha e um da Corunha, e um canadiano. Ainda havia mais gente,
nomeadamente uma belga, um albanês, e um grego que só chegou 3 dias
mais tarde. Era o verdadeiro Big Brother internacional eheheh! 8
moradores, uma só casa, uma só cozinha, casas de banho quase q.b.,
um pequeno jardim e maaaaaaaiiiinaaaaada! E não estava mal! A casa
tinha 4 andares, o rés-do-chão, com dois quartos, e depois mais 3
andares cada um com mais dois quartos, um cubículo onde cabia uma
sanita, em que uma pessoa para entrar tinha que ir meia de lado e um
outro cubículo, um pouco mais espaçoso com um chuveiro e um
lavatório. Tive o azar de ficar no rés-do-chão em que o meu quarto
que era grande e tinha duas janelas gigantes viradas para o passeio
(não podia abrir as janelas porque qualquer pessoa podia entrar)
ficava ao lado da porta de entrada e nesse andar n havia aquele
cubículo mínimo com a sanitinha... Pior do que isso era o meu
vizinho do lado, era o albanês, o único que n era estudante e que
era um badalhoquito de primeira... imaginem o que é ir tomar banho e
ver altos postais em forma de cuecas com selos gigantes de correio
azul, normal e expresso para a Albânia... para não falar numa caixa
de areia de gatos cheio de manchinhas castanhas fedorentas que
acabei por concluir que era mudada de mais de 6 meses em mais de 6
meses...Resumindo, para tomar banho, fazer xixi e etc. tinha que
escalar 38 escadas... isso era o menos! Atenção que apesar disto e
de nunca lavar a loiça, de usar um perfume insuportável, de se auto
convidar a comer da comida e da bebida de toda a gente, o albanês
era um bacano! E ilegal eheheh!

Não vos vou falar da cozinha... só para terem ideia, no armário onde
supostamente tinha que guardar as minhas coisas haviam ratoeiras
reforçadas por uma espécie de sementinhas que eram veneno para
ratos. Ineficazes por sua vez, dado que presenciei mais do que uma
vez ratos a sair lá de dentro... a verdadeira cozinha. Imaginem
também que quando lá entrei pela primeira vez não reparei que havia
uma enorme janela devido à pilha de loiça suja que se amontoava à
frente dela....

O primeiro dia foi difícil... muito, eu estava completamente enojada
com a casa... até que um polaco que viveu no meu quarto no 1º
semestre apareceu lá em casa e me disse..." Don't think about
it...In two or three days you'll find out that if you have your room
cleaned and you're having fun with the others you'll be OK!"
Sinceramente na altura achei aquilo ridículo, mas o que é certo é
que passado um semana já estava na boa... Quando descrevi a casa aos
meus pais eles ficaram incrédulos. A filhinha deles tão mimadinha,
tão nojentinha num meio tão sujo... Apostavam tudo que eu não
aguentava mais de 15 dias na casa...

Enganaram-se... e eu surpreendi-me a mim própria!

Efectivamente foi complicado sobreviver em tamanha precariedade e
sujidade... Habituada que estava ao conforto do lar... a todas as
comodidades, a empregada, a minha Santa Maria José que arruma tudo e
mais alguma coisa, que me faz o pequeno-almoço, o almoço, me dá um
jeitinho a ferro na roupa antes de sair de casa... Era muito normal
que os meus pais não acreditassem que eu iria resistir...
Foi uma das primeiras lições que extrai desta experiência... e que
complexa lição! A do desenrasque… a lição de que nem toda a gente
vive numa casa como a minha, que nem tudo são rosas e que é possível
sobreviver e ser-se feliz! Mas não vale a pena continuar… é que se
não nem amanhã acabo de vos contar esta minha experiência… (muito
sinceramente acho que vai ser complicado… é que já estou a morrer de
sono e amanhã tenho que madrugar! Mas vou queimar os últimos
cartuchos de hoje…)

Estava eu na lição…há um aspecto muito importante que eu não quero
deixar de salientar… efectivamente as condições não eram as melhores
mas se houver um espírito de sacrifício tudo se resolve. Abdiquei do
conforto e do luxo para viver uma vida plena de emoções, amizades,
culturas diferentes e de cidadania… é uma lição mesmo muito complexa!
Passando a frente esta parte…

Aproveitando o facto de ter falado com os meus pais. Felizmente
tenho uma excelente relação com eles e sou mesmo a menina dos papás.
A minha mãe ligou-me 11 vezes no dia que cheguei a Bélgica e nos
dias seguintes eram cerca de 12 14 vezes. Eheh estou a brincar,
ligava-me para aí umas 5 vezes ao dia… muitas não? Isto no 1º mês,
depois passou a ser 2, ou uma vez! Estavam mortos de saudades e eu
nem por isso… Não sentia falta de nada… era tudo tão novo tão
diferente que nem tinha tempo de pensar no que tinha deixado em
Portugal. Era difícil explicar isso à minha família e aos meus
amigos.

A relação com o pessoal da minha casa era óptima, algumas pessoas já
estavam lá desde o primeiro semestre e outras chegaram antes de mim
por isso já conheciam o sistema.

Estudávamos todos na mesma universidade e todos a mesma área.
Comunicávamos em inglês. Os espanhóis é que por muito que se
esforcem são limitados a linguística deles…daí ter tirado o melhor
curso de espanhol que alguém poderia ter… vim da Bélgica a falar
melhor espanhol do que francês! Na mesma zona residencial havia mais
casas de estudantes internacionais da minha faculdade e não foi
difícil conhece-los a todos. É que os mais antigos não se pouparam a
fazer festas em cada uma das casas para que o pessoal se conhecesse
e entrasse no espírito erasmus. As festas eram diárias e sempre
muito animadas. Qualquer altura era propicia para uma festa, o
necessário era levar cada um as suas bebidas e os anfitriões
organizarem o espaço e colocarem musica.

Muito fácil.

As aulas eram muito interessantes mas as noitadas também e as
viagens que tinha em mente fazer idem. Daí que num semestre fui a
umas 20 aulinhas e a 5 exames. Felizmente fiz as 5 cadeiras mas nas
3 semanas antes dos exames matei-me, esfolei-me, e queimei-me a
estudar…estudar em português já é complicado, imagine-se em inglês e
francês… é o caos!

Durante 5 meses, andei a sempre a partir tudo, Europa fora e Bélgica
dentro!
Só para ficarem com inveja… tomem lá… Holanda, Luxemburgo, Alemanha,
França, Inglaterra, Escócia, Irlanda, Polónia, Republica Checa,
Hungria, Áustria, Itália, Suiça, Espanha e acho que não me estou a
esquecer de nada… não fui à Suécia e à Dinamarca porque não tinha
mais tempo…;(

As viagens eram programadas de um dia para o outro salvo duas delas.
A Holanda foi um dos mais visitados. Estava a 3 horas de comboio de
Amesterdão. Fui a Roterdão, Maastricht, entre outras cidades.
Adorei. Luxemburgo: supostamente iria passar lá um dia, mas acabei
por ficar 3, dormi duas noites numa pousada da juventude sempre com
a mesma roupa… chegamos a liege fedorentos! Mas surpreendeu-me pela
positiva. Mais engraçado era ouvir falar português em todo lado.
Passar numa rua com putos a jogar a bola e a dizerem "Fodassssseeee
passa-me a bola caralho" Aquele português genuíno! Ehehe
A viajem à Polónia, Republica Checa e Viena foi bem planejada. Fomos
primeiro para a polónia e ficamos em casa de amigos polacos que
estavam connosco. Estive em Varsóvia e em Cracóvia. Fomos de comboio
até lá…. Foram 18 horas se bem me lembro… da Polónia fomos para a
Republica Checa, também de comboio. Fomos a Praga que sem duvida
passou a ser uma das minhas cidades de eleição. Adorei. Aí ficamos
num apartamento gigantesco bem perto da praça do famoso relógio que
andamos a procura feitos nabos. Nessa viagem de comboio conhecemos
um grupo de estudantes erasmus, que estavam na polónia e que também
iam para praga. Foi um máximo! Em Praga apanhamos um avião
promocional para Viena e aí estivemos 4 dias. Foi pena o frio com
que nos deparamos e que não nos deixou desfrutar devidamente os
encantos de tão bonita cidade. Já haviam passado 14 dias desde que
saímos da Bélgica e estava na altura de apanhar um autocarro e rumar
a liege... Foi uma das melhores viagens que fiz em toda a minha
vida, diverti-me imenso, conheci muita gente, vi sítios magníficos…
6 estrelas!

A Alemanha foi sendo conhecida aos poucos, no Carnaval fui a
Colónia, onde destaco a catedral, o passeio no Reno, e a parade
carnavalesca. Estive em Berlim Frankfurt e em Munique, num tour de
autocarro organizado pela universidade de liege. Adorei todos os
sítios (mas também o que é que eu não gostei……).

Estive em Londres, mas isso não foi novidade nenhuma para mim. O que
foi novidade é que todos os anos pago cerca de 250 euros para o
bilhete de avião de ida e volta e com a ryanair paguei 20 euros pelo
bilhete de ida e volta também. É certo que andei nos aeroportos
secundários mas mesmo assim…

Para a Irlanda e Escócia também viajei com a Baratíssima companhia
aérea Ryanair, Estive em Galway e em Dublin na Irlanda… AMEI e
depois de Dublin apanhamos um avião para Edimburgo. Amei também! De
Edimburgo voltamos a Bruxelas…. Bruxelas – liege………….

Para a Hungria fomos também de avião num voo super barato da
Germanwings, Tivemos foi que ir à colónia apanhar o avião. Budapeste
é também um sítio deslumbrante. Passei lá 5 dias inesquecíveis.

Bem… vou ter mesmo que continuar outro dia… estou a ficar alienada
de sono… Já são 3 e qualquer coisa da manhã… e amanha tenho que
acordar as 6:30…Já só posso dormir 3 horinhas…. Estou tramada…

Espero que estejam a gostar e que vos esteja a abrir o apetite para
uma experiência destas…. Acreditem que vale a pena!

("To Be Continued…")
Titakatita


comente

LEITURAS RECOMENTADAS:
Crónica de uma estada no Gabão

SITES RECOMENDADOS:
APAI - Associação Portuguesa de Aprendizagem Intercultural

OUTROS BLOG's:
PTbloggers


Avalia-me!:









quarta-feira, setembro 24, 2003

From: Margarida Madeira
Date: Friday, September 12, 2003 11:47 AM
Subject: viagem ao egipto

Viagem ao Egipto

O Egipto é um destino a não perder. Assim que tiverem uma oportunidade, vão lá conhecer os faraós! E se pensam que é só pirâmides e templos, estão muito enganados. Para os fãs de desportos náuticos, a costa egípcia no Mar Vermelho é um paraíso. Recomendam-se assim as duas semanas de viagem para poder aproveitar as várias facetas do país.

1ª semana:
A viagem começa com uma estafante, mas mágica visita a Luxor, já instalados no cruzeiro que nos levará ao Aswan. O melhor de Luxor? O Vale dos Reis, onde está o túmulo de Tutankamon, onde não se vê qualquer vestígio de plantas ou água, onde se entra nos túmulos a vários metros de profundidade com uma humidade que nos deixa como se tivéssemos acabado de dar um mergulho. Mas melhor ainda é mesmo o tempo de Luxor, especialmente se visitado ao pôr do sol. Por muitos turistas que tenha, é sempre um espanto. Indescritível.
À medida que o cruzeiro vai subindo as águas do Nilo, podes apreciar a paisagem espectacular das margens enquanto tomas um banho na piscina ou torras ao sol. De vez em quando uma paragem num templo, e segue a viagem.
Em Aswan tens sempre a possibilidade de visitar o templo de Abu Simbel (um templo que foi deslocado do sítio original por causa da barragem de Aswan), a 2 horas de viagem pelo deserto. Sais às 4 da manhã com escolta policial e aproveitas para ver nascer o sol no deserto. Para os que gostam de dormir até tarde, há sempre uma outra visita pelo Nilo onde podes andar de felucca (barco tradicional), andar de dromedário e, o melhor de tudo, tomar banho no Nilo (sem crocodilos, claro).
Depois do Nilo, o auge da viagem ...... as pirâmides! É giro veres o tamanho e a monumentalidade das três pirâmides. Quanto a entrar lá dentro, só se não tiveres claustrofobia! Para completar o quadro, a Esfinge espera-te lá em baixo, sem nariz, mas muito imponente. No Cairo, recomenda-se também o Museu do Cairo onde podemos ver tudo o que estava nos túmulos vazios que viste até agora.
E chega de cultura...

2ª semana:
Depois de uma viagem de 5 horas, depois do motorista estar mais de meia hora à procura do teu hotel, chegas a um resort à beira-mar em Hurghada. Tens à tua frente uma semana inteira de praia com água a 27 graus, piscina (para quem preferir), snorkling, windsurf, canoagem e, para quem tem uma licença, mergulho. O que quer que te apeteça fazer, não deixes de ir dar uma espreitadela aos corais e aos peixes. Com garrafa ou sem ela, vale muito a pena. À noite, não percas a discoteca de praia Papas Beach totalmente ao ar livre, mesmo na praia, como quem diz, mesmo por cima da areia e com a possibilidade de molhar o pé, ou mais qualquer coisa...

Lembra-te: A viagem pode não ser muito barata, mas lá é tudo ao preço da chuva, especialmente se fores dos que têm paciência para regatear (não é o meu caso).

O Egipto é um país mágico com o poder de te enfeitiçar. Em qualquer canto encontras hieróglifos, papiros, essências, vendedores, vendedores, vendedores. A carga histórica é enorme (é difícil acompanhar todos os nomes de faraós, deuses, reis...), a paisagem é linda e o divertimento não tem limites. Aconselha-se mesmo muito.

comente

LEITURAS RECOMENTADAS:
Crónica de uma estada no Gabão

SITES RECOMENDADOS:
APAI - Associação Portuguesa de Aprendizagem Intercultural

OUTROS BLOG's:
PTbloggers


Avalia-me!:











From: Sérgio Baceira
Date: Friday, September 05, 2003 5:07 PM
Subject: ai a saudade...

quero comecar por pedir desculpa pelos erros e pela forma descuidada em que vou escrever este mail mas acho que neste momento a finalidade e` apenas que entendam a mensagem.

mais importante do que isso quero vos pedir desculpa por ja nao escrever para a mailing list `a algum tempo mas o tempo nao abunda e quando venho `a net `e mais para ler alguns mails e enviar respostas curtas e acho que voces merecem mais. muito mais.

nao sei se ja repararam mas acho que nao `e por acaso que a saudade `e um sentimento que so existe em portugues. quanto mais tempo passa mais sinto que `e isso que nos caracteriza. a saudade do nosso pais mesmo quando la estamos e ate 1 orgulho imenso em ser portugues.

dou comigo a pensar como o nosso cantinho `e com certeza um dos sitios mais bonitos do mundo.

`as vezes sufoca a vontade que tenho de explicar como `e um orgulho ser portugues mas
n quero parecer arrogante nem ofender ninguem... talves se vos contar 1 estoria que por aqui se passou voces entendam:

acontece que `a 2 dias fui com os residentes da organizacao onde trabalho fazer uma viagem de um dia a uma vila muito engracada que conta a historia do pais e tem um castelo e tal...

quando passeava travei conversa com um casal que devia ter na ordem dos 50/60 anos.

estavamos nos a falar sobre a beleza do local quando eu mencionei que era portugues.

acho que nao consigo descrever muito bem a reaccao q tiveram mas digo-vos isto. disseram logo "boa tarde".

vao a Portugal todos os anos 2 vezes, uma no verao outra no inverno.

nunca tiveram familia la nem nunca tinham conhecido 1 portugues antes de la irem
mas dizem que se apaixonaram pelo pa`is, pela ura e pelo povo e dizem
sentir que Portugal `e como a sua 2a patria.

acreditem, isto vindo dos irlandeses q tanto lutaram pela sua independencia
e que sao tao unidos em volta do seu pais significa muito.

nao aguentei. foi mais forte do que eu e nao contive as lagrimas...

`e tao estranho estar longe a apenas 1 mes e sentir tanta... SAUDADE.

A senhora so me queria abracar e acabamos os 3 a chorar.

Para aqueles que leem este mail em portugal so vos digo que devem apreciar o nosso pais por tuo de bom que tem. `e a nossa casa, onde esta` a nossa familia , a nossa patria. E e` um pais que nao sendo muito poderoso em termos economicos tem uma riqueza de sentimentos que provavelmente nunca nenhum outro pais conseguira igualar.

para os que leem este mail enquanto estao a fazer o SVE (Servico Voluntario Europeu) talves entendam porque `e que numa situacao aparentemente simples e sem grande importancia a emocao `e tao grande.

talves caiba a voces mais do que a qualquer um entender o que senti.

no fundo o que vos quero dizer `e que sinto a SAUDADES de todos em geral e de cada um em especial.

beijos e abracos da bela irlanda:
sergio baceira

comente

LEITURAS RECOMENTADAS:
Crónica de uma estada no Gabão

SITES RECOMENDADOS:
APAI - Associação Portuguesa de Aprendizagem Intercultural

OUTROS BLOG's:
PTbloggers


Avalia-me!:











From: Monica Costa
Date: Monday, July 28, 2003 2:33 PM
Subject: Olá de Wales

ola Susana!

Sei k de momento estas de ferias, mas espero k alguem te envie este e-mail...

Por aqui esta tudo muito bem, e sao todos mesmo muito simpaticos...

a minha morada e agora em Cardiff mas podes ligar para o meu telemovel porque tenho o mesmo numero.

beijinhos,
Monica

comente

LEITURAS RECOMENTADAS:
Crónica de uma estada no Gabão

SITES RECOMENDADOS:
APAI - Associação Portuguesa de Aprendizagem Intercultural

OUTROS BLOG's:
PTbloggers


Avalia-me!:









From: Susana Militão
Date: Fri Jul 11, 2003 3:58 pm
Subject: Novas de Marrocos

Oi apaianos

nao consigo entrar no meu email da apai nem escrever directamente para a Margarida porque estes teclados nao tem o underscore ou entao tem e ninguem o consegue encontrar...

por favor Margarida se precisares de alguma coisa escreve para este email, mas eu terei de escrever para o meu da apai porque esta salvo nos meus contactos ou entao para outro email que nao tenha underscore

aqui vai tudo bem para alem do calor que, apesar de nao ser tanto como eu pensava, incomoda e, o facto de dar aulas, ser bastanta mais cansativo do que eu pensava.

os membros da organizacao local sao bastante simpaticos e sempre prontos a nos ajudarem

a familia onde estou e excelente e estao sempre a nos encherem de comida e, as condicoes da casa onde estou sao boas.

vinha eu preparada para coisas piores...

as ruas e que sao muito sujas e sempre cheias de gente, principalmente a noite quando ja nao esta tanto calor

nos primeiros dias foi bastante complicado porque nao nos deixavam andar sozinhos pelas ruas, mas agora ja nao ha grande problema

bem para a semana ha mais historias...

beijinhos para todos e bom trabalho
milita

comente

LEITURAS RECOMENTADAS:
Crónica de uma estada no Gabão

SITES RECOMENDADOS:
APAI - Associação Portuguesa de Aprendizagem Intercultural

OUTROS BLOG's:
PTbloggers


Avalia-me!: